Muitos crimes e fatos causam perplexidade e chocam as pessoas e a sociedade. Como não se iludir ou se deixar contaminar pelo desejo de vingança incentivado pela mídia, ou pela mera motivação de audiência, que precisa valorizar o crime, os detalhes da crueldade e do sofrimento?
Na confusão das emoções e da dor, é comum que as famílias ou vítimas esperem, ou pensem que só desejam que “a justiça seja feita”, numa mistura de irresignação, consolo, esperança e desespero.
Mas afinal, o que é fazer essa justiça para a vítima? Como acolher e atender a tantas demandas e anseios após um crime? Quem pode ajudar? O que fazer?
As vítimas e suas famílias têm direitos, e nenhuma justiça ou resposta virá automaticamente, é preciso que exista alguém que possa auxiliar e buscar os direitos dessas pessoas. É necessária a compreensão de que para que alguma justiça seja alcançada, a vítima ou sua família precisam estar assistidas e acompanhadas por um advogado, que possa ouvir, acolher e indicar caminhos, com orientações e respostas, seja como assistente de acusação no processo criminal, ou principalmente através de outros processos judiciais de reparação civil (danos morais e materiais), busca de bens, auxílio nos pedidos de pensão por morte ou invalidez, seguros de vida, reflexos em inventário e nos direitos sucessórios, ações de indignidade, guarda de menores, tutela ou curatela, além de outras situações que podem surgir.
A vítima ou sua família precisam agir, não haverá justiça sem que existam ações para isso, e não haverá nenhuma justiça sem que essas pessoas também estejam representadas por um advogado.
Por Melissa Cristine Novak Facchi, OAB-PR 30.001,
advogada no contencioso cível e responsabilidade civil